A indústria sul-mato-grossense Tecolit aceitou o desafio de produzir telhas usando papel reciclado que iria para o lixo. Essas telhas são uma alternativa ao amianto - material empregado na produção de caixas d'água, telhas e peças acessórias para telhados de fibrocimento. Com preço entre 10% a 20% menor, em três anos, em três anos de fabricação a Tecolita, como foi batizada a telha "ecológica", vem conquistando consumidores de diversos estados.
"A telha é mergulhada em um material asfáltico, a uma temperatura de 180 graus Célsius, no qual permanece por uma hora. Isso garante a sua resistência", assegura o empresário Renato Graeff. Entre outras vantagens, os empresários destacam a flexibilidade e a leveza das telhas.
As telhas feitas com material reciclado também ajudam a reduzir os ruídos, funcionando como isolante acústico, e colaboram para diminuir a temperatura. A absorção de água é mínima, em torno de 1%, sendo que as telhas de barro retém entre 30% e 40% de água.
Por enquanto, o principal consumidor das telhas é o meio rural, que as usa na cobertura de galpões, cochos e barracões para avicultura, suinocultura e confinamento de bovinos. O próximo passo é melhorar a aparência do produto. "Estamos prontos para dar início ao desenvolvimento de um processo de pintura das telhas, hoje pretas", informa Graeff. As perspectivas de ganho de mercado aumentam mais com a possibilidade de proibição no Brasil do uso de amianto - tido como cancerígeno - defendida no Congresso Nacional.
GAZETA MERCANTIL, Por Conta Própria, São Paulo, 26/04/2000
A indústria sul-mato-grossense Tecolit aceitou o desafio de produzir telhas usando papel reciclado que iria para o lixo. Essas telhas são uma alternativa ao amianto - material empregado na produção de caixas d'água, telhas e peças acessórias para telhados de fibrocimento. Com preço entre 10% a 20% menor, em três anos, em três anos de fabricação a Tecolita, como foi batizada a telha "ecológica", vem conquistando consumidores de diversos estados.
"A telha é mergulhada em um material asfáltico, a uma temperatura de 180 graus Célsius, no qual permanece por uma hora. Isso garante a sua resistência", assegura o empresário Renato Graeff. Entre outras vantagens, os empresários destacam a flexibilidade e a leveza das telhas.
As telhas feitas com material reciclado também ajudam a reduzir os ruídos, funcionando como isolante acústico, e colaboram para diminuir a temperatura. A absorção de água é mínima, em torno de 1%, sendo que as telhas de barro retém entre 30% e 40% de água.
Por enquanto, o principal consumidor das telhas é o meio rural, que as usa na cobertura de galpões, cochos e barracões para avicultura, suinocultura e confinamento de bovinos. O próximo passo é melhorar a aparência do produto. "Estamos prontos para dar início ao desenvolvimento de um processo de pintura das telhas, hoje pretas", informa Graeff. As perspectivas de ganho de mercado aumentam mais com a possibilidade de proibição no Brasil do uso de amianto - tido como cancerígeno - defendida no Congresso Nacional.
GAZETA MERCANTIL, Por Conta Própria, São Paulo, 26/04/2000
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