Quanto às portas e janelas mais antigas temos três problemas comuns. O primeiro é o tamanho destas aberturas, que costumavam ser muito maiores do que hoje em dia, logo o projeto deve adptar-se a estas esquadrias. O segundo problema é com as ferragens, costumam estar deterioradas, mas para trocá-las existe um problema de incompatibilidade com as ferragens modernas, sem falar que as estéticas são completamente diversas, o que encarece mais ainda este reuso, pois torna-se necessário ferragens específicas. E o terceiro são os vidros, que quando acontece de quebrar uma peça, ou troca-se todos os vidros ou tem que se procurar por vidros de época (que são totalmente diferentes de hoje, até na coloração). Com estas duas classificações também existe o reuso de louças sanitárias e peças de azulejos para reposição. As lojas elitistas têm em geral poucas peças, todas selecionadas e de altíssimo preço. Já nas lojas populares as louças são empilhadas umas sobre as outras, de forma tal que até a visualização da peça é complicada, tem que se procurar os pares. No comércio especializado em artigos de reuso refinado existem também artigos de reuso diferenciado, ou seja, que são usados para outras finalidades das que se destinavam antes. Por exemplo, uma roda de um antigo engenho vira um pilar que sustenta uma adega, ou dormentes (do trilho de trens) que se transformam e vergas e batentes de janelas e portas, ou até mesmo viram muros. O reuso ainda é algo incomum para a maioria das construções, no entanto existe um esforço ecológico muito grande para que este se torne bem mais popular. |
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Reuso de Aberturas
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